quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dica: descascando alho em 10 segundos

Esqueça os aparelhos para descascar alho vendidos com direito a cacófato na Polishop – ou no trem da CPTM mais próximo da sua casa. A tarefa, uma das mais chatas da cozinha, fica bem mais fácil com a dica do simpático chef aí embaixo. 


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A primeira limpeza - parte 1

Uma vez que percebi que cuidar da casa era “um caminho sem volta”, resolvi me ilustrar no assunto. Há farta literatura nos supermercados para isso em um sem-número de publicações da Johnson&Johnson´s, Bom-Bril, Unilever e de algumas editoras locais como Ypê e Ki-Boa.  

Não demorou para que eu aprendesse lições fundamentais como a que diz que o limpa-chão pode ser usado diluído em água (à proporção média de uma tampinha para cada três litros d´água) ou puro, para sujeiras mais difíceis. Também aprendi que o Sapólio, usado no box do banheiro, aumenta sua eficácia quando deixado de molho por alguns minutos.

Mas vamos do começo.

A experiência começou de verdade na nossa primeira mudança em Brasília. Como disse anteriormente, estávamos ocupando o apartamento de um amigo da Renata. Tínhamos cerca de um mês (deadline em junho) para encontrarmos um apartamento nosso, já que o contrato daquele outro vencia no fim de maio.

E encontramos. Um apartamento bem bacana na quadra 107 da Asa Norte. Importante: próximo de dois supermercados 24 horas, o que facilitaria minha vida caso precisasse de detergente ou cerveja, ou ambos, às duas da manhã.

A mudança seria em um sábado e, como todo mundo sabe, é preciso fazer uma boa faxina com o apartamento vazio antes de abarrotá-lo com os móveis. A faxina, claro, seria meu teste de fogo. Meu batismo como “neo-dono-de-casa”.

Em primeiro lugar, precisava de equipamentos.

Anos de observação do trabalho caseiro de minha mãe, avós, tias e empregadas domésticas que iam lá em casa me ensinaram que uma limpeza bem feita depende dos materiais básicos a saber: balde, panos, vassoura, rodo, escovinha, pá de lixo e produtos de limpeza a gosto do freguês.

A observação também me fez estudar o equipamento antes da compra de modo a facilitar o trabalho. Por exemplo: a pá de lixo normal obriga o vivente a se abaixar sempre que for coletar o lixo varrido. Ora, hoje existem pás que trazem cabos embutidos de modo que você possa varrer e recolher o lixo em pé, o que é um grande avanço na tecnologia doméstica.

Outro exemplo: a escovinha normal, aquela que para funcionar precisa ser agarrada pela mão fechada, deixa o dono de casa sujeito a porradas com os nós dos dedos nas paredes conforme o vigor da esfregada, e isso dói pra burro! Melhor escolher uma com cabo, que deixa as mãos em posição mais alta em relação à escova. Topadas, meus amigos, são coisa do passado.

Quanto aos panos, havia a opção de comprar os velhos sacos alvejados, branquíssimos, e que depois do primeiro contato com o solo ganham uma cor entre o ocre e o massapê. Ao lado dos panos branquinhos, no entanto, estavam outros feitos em um padrão de xadrez azul. Perfeito! (Sim, mãe, eu lavo eles direitinho, mas a impressão de sujeira é bem menor!).

Finalmente, o grande desafio: escolher os produtos de limpeza.

Você já passou por uma seção de produtos de limpeza em um grande supermercado ultimamente? A quantidade de marcas, cheiros, consistências, formatos, modos de uso e embalagens beira o ridículo. Quer dizer, a gente traz – por tradição – uma biblioteca de marcas que nossas mães usavam e que são boas e ponto. Mas isso funciona, por exemplo, para o sabão em pó e para o sapólio. E o limpa-chão? O piso da casa nova é de porcelanato branco (branco!). Nesse caso, vou de silicone ou de Ajax? Limpeza pesada ou limpeza geral? Calêndula ou Festa das Flores? Levei uns 45 minutos nesse processo e decidi por um método científico: o uni-duni-tê.

Munido dos equipamentos que ainda incluíam bom-bril, esponja, dois pães, presunto e queijo para almoçar, voltei para o apartamento e encarei o bicho de frente, como fazem os homens.

Meu segundo problema foi puramente de método. Começava da cozinha? Do banheiro? Da sacada? Deixava o banheiro e a cozinha de molho enquanto limpava os azulejos? E afinal, o que fazer com os vidros?

Mas isso tudo, amigos, é assunto para outro post.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Chiara nasce

Esse blog nasceu ontem, com a ideia de partilhar experiências de um homem como dono-de-casa, e basicamente isso. Daí, tivemos uma surpresa.

Logo mais nasce Nasceu a Chiara; primeira filha dos amigos queridos Rogério Schlegel e Isabelle Somma. Ela era esperada para sexta-feira, mas resolveu adiantar as coisas um pouquinho. A notícia me deixou com os olhos marejados, claro. Ficaram mais marejados quando vi a primeira foto dessa menininha linda.

Conhecemos o Roger e a Isa em algum dia de 2004 (foi isso mesmo)? Roger tinha acabado de entrar no mestrado da USP, e lá conheceu a Renata, que foi sua colega de turma em algumas cadeiras. Nos gostamos de cara, todos.

Apresentamos alguns amigos, eles outros, e viramos uma turma que basicamente respirou o mesmo ar e dividiu cervejas, almoços e jantares durante boa parte (quase todos os fins de semana e mais alguns dias de semana) desses anos. Aconteceram alguns hiatos como quando eles foram morar na Inglaterra - por conta do doutorado do Roger - e depois que viemos para Brasília, Renata e eu.

Foi pouco depois da minha formatura, no começo de 2011, que eles contaram para todos que estavam grávidos.

Acompanhamos com alegria - e olhos marejados - o desenvolvimento da pequena Chiara desde os primeiros ultrassom. Brincávamos, e brincamos, que ela seria (será) uma das crianças mais paparicadas e cheia de tios babões que já conhecemos. E assim será.

Mas chega de babação: segue um registro de alguns fatos históricos que marcaram o dia 14 de setembro.

Nasceram:
- Michael Haydn (compositor, em 1737)
- Ivan Pavlov (o do reflexo condicionado, em 1849)
- Dom Paulo Evaristo Arns (em 1921)
- Marcos Valle (biiiicicleta!, em 1943)
- Sam Neill (um dos meus atores preferidos, em 1947)
- Arrigo Barnabé (em 1951)
- Dmitry Medvedev (em 1965)

Aconteceu:
- O Império Britânico adotou o calendário Gregoriano em 1752
- O Brasil reconheceu a independência do Paraguai em 1844
- São Paulo ganha a primeira linha de metrô, em 1974

E voltamos à babação...

Chiara, querida: você já chega a esse mundo cercada de um monte de gente boa que te ama muito e que vai acompanhar com muito cuidado e carinho cada passo do seu desenvolvimento. Aceite o beijo carinhoso desses tios quase candangos.

Muito amor pra você, pra mamãe e pro papai!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fui dormir, e acordei dono-de-casa - uma história verídica

Sou jornalista, paulistano, e apreciador inconteste de cerveja, não necessariamente nessa ordem.

Acumulo a esse currículo as funções de dono-de-casa desde meados de abril deste ano, logo depois da Renata - minha patroa - aceitar convite para trabalhar em Brasília.

Digo acumulo porque ser paulistano e apreciador inconteste de cerveja não são coisas que necessariamente competem com outras funções - a de jornalista, por exemplo.

Já acumular as carreiras de jornalista e dono-de-casa seria algo um pouco mais complicado, não fosse o fato de eu trabalhar com veículos online.

Vai daí que a Renata - minha patroa - veio para Brasília. E eu vim junto, com o computador embaixo do braço, à guisa de escritório.

A primeira vez que a Renata - minha patroa - foi trabalhar e eu me peguei sozinho diante da perspectiva de "cuidar da casa" confesso que senti medo. Não que eu fosse o tipo de homem que chega do trabalho, tira os sapatos em qualquer canto e abre uma lata de cerveja. Normalmente eu tomava um banho antes de pegar a lata de cerveja.

Nos fins-de-semana eu até arriscava uma aventura culinária, "pra patroa descansar", manja? Mas tirando isso e um eventual pano no chão "pra dar um tapa" eu não tinha lá muita experiência.

Me peguei sozinho em casa, dizia. Ali estavam a vassoura, o rodo, o balde, os panos, a geladeira, o fogão e o tanque. Eu tinha que fazer algo a respeito.

E eu fiz o que qualquer homem teria feito: fui para o bar.

Duas horas depois voltei e comecei a trabalhar.

Estamos em setembro e com alguns meses de experiência posso dizer que estou muito mais desenvolto com assuntos domésticos a ponto de hoje à noite, enquanto a Renata - minha patroa - ia para a cama, ter acontecido o seguinte diálogo:

- Eu gosto de me enfiar assim no lençol, parece que eu estou em um hotel - disse ela enquanto entrava na cama arrumada.
- Mas você está em um hotel: você paga e eu providencio os serviços...hah!

O que se seguiu foi um pouco mais obscuro:

- Quer trocar? Você vai trabalhar no meu lugar e eu fico aqui numa boa?
- NUMA BOA?! VOCÊ ACHA QUE EU NÃO FAÇO NADA O DIA INTEIRO?!

Seguiram-se gargalhadas. Mas depois, enquanto eu guardava o resto da janta e lavava a louça, eu passei a refletir sobre como os casais de outras gerações - e alguns da nossa - reagiriam a essa aparente troca de papeis que para nós está parecendo muito normal.

E foi daí que surgiu essa ideia desse blog onde eu quero compartilhar não só essas histórias, mas algumas dicas para os camaradas por aí que estiverem na mesma situação. E, claro, trocar figurinhas.

Enquanto isso, meus antepassados estão sentados na grande mesa de bar que fica no céu jogando truco e balançando a cabeça tentando entender.